Friday, June 21, 2013

SANTIAGO - um caminho pintado de amarelo (etapa 6)

1 de maio | 6ª etapa
padrón - santiago = 22 kms


respira fundo, esta é a nossa última etápa!!!  :)
 
o ultimo reforço de anestesia...
olha o tamanho da mochila da renata! foge!

quem é que disse que os últimos
são como os primeiros?
bué de setas! pensamos que santiago era já ali
ao virar da curva... estavamos enganadas.
a chegada a santiago foi talvez a parte menos
interessante do percurso (tirando a recta de 3 kms)


dia do trabalhador é sinónimo de manif.
confesso que ainda nos passou pela cabeça fazer parte desta,
mas participar numa manif implica estarmos de pé... e andar...
 

o primeiro clichê!

o segundo clichê!

o terceiro clichê!
 
o quarto clichê!
 
o nosso fiel companheiro de viagem, ou um da
mesma espécie. o nosso pássaro da guarda.
sempre que chegavamos a um albergue
ou sempre que partíamos para outra terra,
víamos um :)


depois das fotos, fomos certificadas peregrinas oficiais.
juntamo-nos à mesa com os demais amigos. comemos e bebemos bem.
descansámos. e voltamos a comer e a beber na companhia dos valentes rui, josé e renata.
com eles assistimos à missa do peregrino no dia seguinte e assim que a ostia foi servida, pegamos uns nos outros e abalámos para casa. primeiro de comboio, depois de autocarro. e depois de boleia até ao porto.


ca lindos!

a travessia da ponte com vista para valença

em cima o céu, em baixo o rio,  
para traz espanha e prá frente é que é caminho.
chegámos a portugal a cheirar muito mal, mas mais crescidas
e com a plena noção da nossa capacidade de sacrifício, dedicação e condição física.
E FELIZES :)

Thursday, June 20, 2013

SANTIAGO - um caminho pintado de amarelo (etapa 5)

30 de abril | 5ª etapa
caldas de rei - padrón = 16 kms 

desta etapa não temos fotos, apenas bons momentos gravados na memória de cada uma; dos companheiros que nos protegeram da chuva, dos compassos de espera uns pelos outros, das piadas, das gargalhadas.
e foi a primeira vez que chegámos antes do albergue abrir.
um albergue 5 estrelas (não contando com o duche, que era a conta gotas...)

almoçamos bem, em boa companhia, abastecemo-nos de pão e vinho e lá fomos todos para a cozinha do albuergue, trocar umas palavras, fechar as portas à casa e os olhos à alma.

por esta altura nós já fediamos por todos os poros. por mais duches que tomassemos, a nossa roupa quente cheirava mal e não era possível de ser lavada.
embora o tempo estivesse de feição para fazer caminhadas, não dava para secar a roupa à noite e de manhãzinha, o frio cortava-nos os pelos das pernas... por isso lá andavamos nós com as mesmas leggins e camisola polar a federem!



à saída de padrón, ainda tivemos tempo de tirar uma foto para o album do Pépe, um aficcionado por peregrinos, que parece que não faz mais nada na vida a não ser esperar à porta do seu bar que os mesmos saiam do albergue para lhes cravar uma dedicatória, uma foto e quem sabe... um beijo na boca!

SANTIAGO - um caminho pintado de amarelo (etapa 4)

29 de abril | 4ª etapa
pontevedra - caldas de rei = 24 kms



e o dia começou assim... com um mergulho no rio!
QUERIAS!
estava um frio de rachar, mas uma luz espectacular
e apenas paramos para a contemplar
 
logo depois, toca a aquecer o que resta dos músculos,
para não piorar a coisa
 
e o mais importante de tudo: um sorriso e Ânimo,
que ainda nos faltava tanto...


e a partir daqui o caminho foi feito em zig-zag por entre
terrenos, pradarias e vinhas de particulares só mesmo para
não ser em linha recta pela N550
 


fizemos um break em Briallos para pôr
os pés ao léu e repor as energias

quando finalmente chegámos a Caldas de Reis, eu (CML) senti pela primeira vez duas barras de cimento em vez de pernas. e os pés?!  não há adjectivo.
queria tanto chegar a Caldas de Reis para os pôr de molho nas famosas águas termais, que de acordo com o guia...

"Os nossos pés agradeceram a fonte termal onde os leões vomitam sem cessar uma água quente e reparadora e a formosa “Calle Real” transporta- nos para a Ponte Bermaña."

... mas quem estava prestes a vomitar era eu se não me sentasse e me devorasse uma dose qualquer de comida com hidratos de carbono e bué de calorias.

depois de um merecido descanso nos beliches maravilha, que abanavam se uma mosca lá pousasse, fizemos amizade com quem seriam os nossos companheiros de viagem no dia a seguir - os castiços irmãos do porto, o altino, especialista nestas andanças, e o Nuno que veio desde famalicão e que fez a famosa Serra da Labruge! só aí deu cabo dos dois joelhos. ele foi a nossa referência e o nosso alento para continuar.

deitámo-nos ao som da música Aléluia tocada pelo bandolim da americana da califórnia (vizinha da AML, por sinal) apimentada pelas vozes dos italianos e dos belgas.

SANTIAGO - um caminho pintado de amarelo (etapa 3)

28 de abril | 3ª etapa
redondela - pontevedra = 18 kms


definição de zona de descanso do peregrino = situada geralmente
numa subida íngreme como o raio 

mas depois somos compensadas com mais bosques
que vão alternando com a estrada N550

aqui, a belissíma chegada a Arcade, terra oficial da ostra, e onde a
arquitectura rural da Galicia Sul conjuga como em nenhuma
outra parte, o sabor campesino com o marinheiro.
e o que me apeteceu ficar por ali... 

depois de passarmos a velhinha Puente de Sampayo,
e de termos bebido uma Cidra bem fresquinha,
como bem aconselhava o guia da AML,
decidimos fazer uma curta metragem 



a paisagem é quase sempre bela e quase sempre amarela.
daqui em diante, o que nos fazia vibrar mesmo era quando
liamos no guia a seguinte conjunção de palavras:
Iniciamos uma descida ou continuamos a subir ou
suave subida/descida ...
VENHAM AS RECTAS!!!
mas com árvores de espécies variadas
e com fontes de água e com passáros

chegámos finalmente ao albergue. depois do banho tomado
e da roupa lavada, ainda conseguimos apanhar
os últimos raios de sol. desta vez fomos exemplares.
fomos das primeiras a deitar mas ... das últimas a levantar.
também foi neste albergue que ouvimos a tão temida sinfonia.
aquilo é que é roncar, xiça!

também foi neste albergue que descobrimos que há outros
caminhos que nos levam a santiago, nomeadamente o litorial.
quero tanto!

Wednesday, June 19, 2013

SANTIAGO - um caminho pintado de amarelo (etapa 1 e 2)

para já colocamos apenas as fotos, criteriosamente seleccionadas.
o relato será escrito a quatro mãos, quando elas se juntarem.

assim foi a nossa aventura no caminho de santiago | de 26 de Abril a 1 de Maio de 2013.

BALANÇO

bolhas: 0
joelhos: 2 (não superados)
dores na anca esquerda: 1 (superadas)
dores laterais no pé direito: 1 (superadas)
Nimed: 3/4 comprimidos
gel para as dores: meio tubo fora de prazo
adesivos para bolhas: 2/3

amigos: pelo menos 7, fora aqueles com os quais não ficámos com os contactos
gargalhadaspara lá de 100 ou 1 000
crescimento individual e espiritual:  atingido
kms calcorreados a pé: 112 kms
vontade de repetir: muita


26 de abril | 1ª etapa
lisboa - valença do minho = cerca de 400 kms em linha recta, de comboio.
valença - tui = 3 kms a pé


chegada a valença. a fazer os preparativos para
a grande caminhada

aqui ainda com ar turistas ... e sorridentes

o tamanho da mochila da CML,
ainda bem arrumadinha

a nossa primeira aventura gastronómica em espanha...
uma pediu cogumelos (é melhor jogar pelo seguro);
a outra pediu Setas sem saber muito bem o que era
(gosta de arriscar).
resumindo: as duas comeram cogumelos
uns de lata e os outros com um ar mais sofisticado!

no primeiro albergue, ainda com a pica toda, ainda sorridentes
 (pudera só tinhamos andado 3 kms) 
se calhar foi dos cogumelos...


27 de abril | 2ª etapa
tui - redondela = 29 kms
[Connosco ou é 3 ou 30 km. não há cá meios termos!]

e assim se acorda em Tui às 7h00, com vista para o rio minho

 
abastecendo água na primeira fonte encontrada.
a água é fundamental para se fazer uma boa caminhada.

o tamanho da mochila da AML.
de se notar que o tamanho das  nossas mochilas foi muito elogiado
entre os demais peregrinos. houve até alguém que nos perguntou
se estavamos a caminho da escola ou se estavamos efectivamente a caminho de santiago...

há paisagens que não vale a pena fotografar, porque a máquina não capta nem
um terço da beleza, da serenidade que nos é oferecida pela natureza.
este foi um dos troços mais bonitos que fizemos.

não ficámos em Mós, porque o albergue estava cheio.
ainda tinhamos 10 kms pela frente até ao próximo albuergue e
achamos que estavamos com força suficiente para lá chegar. 
essa força foi-se ao fim de poucos kms.
assim que vimos esta placa, passamos a ser crentes.


nós com ar de crentes!


até aqui já tinhamos desfrutado da serenidade rural e das deslumbrantes paisagens que este caminho nos proporciona, atrarvés dos pinhais, bosques e vias romanas.
já tinhamos feito o raio da recta de 3 kms sem sombra ou viválma, ou café ou qualquer coisa que nos fizesse distrair para que os malfadados 3 kms passassem rápido.

já tinhamos trocado frases com as três brasileiras, companheiras dos primerios kms, e ficámos a saber que uma delas, a mais velha por sinal, já tinha feito o caminho francês. UAU! ficámos mesmo impressionadas...
kms mais tarde ficámos a saber que elas, a dada altura do caminho, apanhavam um taxi, porque estavam realmente esgotadas...

e nós também estavamos esgotadas. chegámos ao albergue, conhecemos a renata e, depois do banho tomado, da pomada e adesivos postos, fomos jantar e adormecemos que nem dois bebés. cedinho... para cedinho levantar.  

olha o que eu encontrei...


Wednesday, June 5, 2013

Sorry ou Sorri



tens toda a razão!
temos andado realmente desleixadas com o blog.
e há tanta coisa por partilhar...  
só me resta dizer um até já!

nota:
o scrabble não tem is gregos (y).